quarta-feira, 29 de abril de 2009

Paciente

Tá na hora da crítica.



----------------------------


Deixei todos os vícios que me deixavam só, menos a busca da solidão.
Não é o sabor dessa bebida mais amargo que a verdade do outro dia.
É tudo sobre evitar a dor, mais do que encontrar formas de não partir.

Me dê um copo e divida a vida comigo, e o fim sempre vai ficar pra depois.
Me dê a mão, aperte e encontre uma veia, uma velha passagem.
Esta é a fé do nosso tempo. Sintomático.
Eu confio no que tira a dor!
Dentro ou fora buscando remédios que vão parar a dor.
Todos iguais na espera...

E o pior sempre será menos que o insuportável.
Mais água, mais um comprimido.
Já não posso com a dor, então não me faço de forte!

É a riqueza que não circula.
É a família que não se conhece.
É o trabalho que não realiza.
É o amor que você não merece.
Todos têm uma fuga diferente neste jogo sujo.



PACIENTE
colligere

Um comentário:

Georgina Bomfim disse...

"Todos têm uma fuga diferente neste jogo sujo."
Fujir pra fora. Porque dentro está escuro, mesmo não sendo escuro.