Uma gangorra de só uma pessoa, desequilíbrio óbvio.
Não dá pra subir. Permaneço no chão.
Falta o outro lado, o oposto, a outra face da moeda... o complemento.
Falta. Falta. Falta.
O rio seco. O canal vazio. Um barco encalhado num mar de sal.
Amarga a boca.
O contrasenso, o contraponto.
Um ponto presente e a esperança de um ponto e vírgula.
Quase um desespero.
Espero. Sereno. Silencio.
Confunde-se silêncio com aceitação.
Lembro da filosofia. Me aferro ao conhecimento.
Uso-o como escudo e espada. Me protejo. Penso em mim.
Toda filosofia ainda parece não ter acesso à sala de máquinas
Prática racional falha. Teoria bela. Humana contradição.
O coração ainda palpita. Sei que palpita.
Quase mudo, resiste. À contra gosto, persiste.
Desculpas o colocam sob um nevoeiro, perto do ponto cego.
À beira do precipício, um empurrão inoportuno, inocente, não-intencional. Mas um empurrão.
A queda cobra seu preço.
"Eu me estilhaço em cacos e o corpo se refaz a cada instante, nesses dias em que tudo parece estar impregnado de seu contrário. Pensar incomoda como andar na chuva: quando o vento cresce, parece que chove mais."
Toda contenção mostra-se limitada.
Não acredito. Ainda não acredito.
Preciso de certezas.
Delego o volante.

Um comentário:
"Uma gangorra de só uma pessoa, desequilíbrio óbvio.
Não dá pra subir. Permaneço no chão."
E os opostos fazem o Um dentro e fora de nós...
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