sábado, 13 de junho de 2009

Um passo além do limite



Quem quer ir além, tem que ter coragem. É premissa básica. Base de qualquer louro realmente merecido. Ir até o limite é fácil. Muito fácil, na verdade. Mas dar um passo além do limite é arriscar-se em terreno incerto. É deixar o medo de lado e encarar a Realidade de frente, olho no olho. Ver a cara feia e chifruda da dificuldade não é muito agradável. O eu imperfeito não é lá muito belo. Ao contrário, incomoda, te conhece o suficiente pra ir no ponto exato da ferida. É lá que ele aperta, mas só até entender a dor e perceber que, na verdade, ela não é. Junto do passo corajoso que pode mudar toda a história, está o auto-conhecimento... bem ali, colado, inseparável, carne na (da) carne.

É preciso exercitar as pernas, explodir o medo e ter uma pitada de ousadia para ser um Rei. Rei de si. Toda superação tem que estar alicerçada em base firme; porque o limite, aquele limite lá de trás, não é mais limite. É passado. O limite é interessante: não é fixo, não é fácil e sempre anda à frente - como a nossa própria sombra com o Sol à nossas costas - rumo ao infinito, até se tornar o próprio infinito. O limite é o infinito.

A recompensa... ah, a recompensa! É ela a musa inspiradora, a razão justa de todo sofrimento válido. É necessário quebrar um elo exato, que desmancha toda a corrente. Ir além do óbvio. Destruir o comum e erguer tudo de novo, agora de maneira nova.

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