segunda-feira, 8 de junho de 2009

Ah, o amor [parte 2]

O mesmo Amor que alimenta o corpo cansado, lava a alma e faz crescer o querer. Aponta o norte exato no horizonte distante. O amor deixa o espírito nu, revelando o valor da criatura perante o Criador. A fé no que não se vê é condicionada ao amor no que se crê. Sem Ele, a vida não teria o mínimo sentido. É também ele que me coloca acima de um simples animal emotivo, e racional, às vezes. Sentimento e Consciência em harmonia cósmica. Deixar fluir o amor é condição para ser mais feliz. E se Ele é infinito, minha felicidade também poderia ser ad infinitum!?

Samadhi, nirvana... extâse. Um agora eterno que destrói os sentidos físicos. É meta-física. É transcendência. Acesso a outros mundos. O Amor desce por um fio fino, branco, de Luz... atravessa a matéria e instala-se, sereno, em meu peito. De lá, conforta todo meu ser. Traz calor, é mãe e amante ao mesmo tempo. Afaga. Esquenta. Cuida. Entorpece. Com carinho me faz ver a beleza de viver em sua plenitude. Os dias sem sentido sequer estiveram ali, no calendário. Não me lembro disso. Algo totalmente novo, como um planeta inabitado. Uma caixa esquecida no fundo da gaveta. Plano reformulado, onde a vida tem mais sentido, onde os beijos são doces e os sorrisos, sinceros. Com os pés no presente, quase posso adivinhar o futuro.

Grato, meu Deus.

Um comentário:

Georgina Bomfim disse...

Tais ficando bom nisso... Você, com o domínio das palavras, me deixa quieta, boquiaberta, em êxtase linguístico. Não tem como descrever o que é "ler-sentindo". Está Além, vem do Coração um Sentimento pulsante, mas indizível, in-di-zí-vel.