segunda-feira, 4 de maio de 2009

Dentro, não fora

Daqui de dentro posso ouvir a aurora de paz que pareceu tão longe e hoje apresenta-se, soberana, mais perto do jamais imaginei
Aqui dentro encontro meus alívios e antídotos para os mares vindouros
Introspectivo, me aqueço daquele clima frio que castiga e adormece a carne
Me cubro com o mais poderoso dos abrigos
Meu sangue aumenta de temperatura e isso faz muito bem ao corpo
A temperatura mais alta faz o coração pulsar sereno, suave, harmonioso

Mente e coração reatam. Unen-se e resultam em consciência.
Tempos de paz parecem firmar-se inquestionáveis
O sorriso me toma os lábios, involuntário
O brilho nos olhos reaparece
Não há quebra-de-braço. Há unidade de comando.
Dircusos e conceitos filosóficos não fazem mais tanto sentido assim

Dentro, ganho o acesso por portas secretas e escadas suaves, a ritmo próprio
Toda aquela antiga insegurança se torna paz
Começo a compreender o que é estar dentro da Verdade
Não há culpa. Não há tristezas. Não há preocupações.
Há serenidade. Há vontade de ser mais. Há uma fonte inesgotável de tudo que se pode desejar de mais Real.

Os valores perdem as máscaras e têm seu peso justo na Balança
O que era importante já não parece ser tão importante assim
O material torna-se irrisório
Pouco já satisfaz

O Rei volta a seu posto.

Um comentário:

Georgina Bomfim disse...

Como é bom saber disso xD Bonitos relatos..