terça-feira, 26 de maio de 2009
Sobe
A cidade tem placas pra todos os lados. Um caos fora de controle. Gente a cada esquina apontado sem sentido qualquer direção. Apesar de tudo, mesmo às vezes pensando estar na contra-mão, busco sempre a direita. Na outra esquina, percebo: o fluxo anda na contra-mão. Derrepente, uma ladeira. Encaro. Quanto mais subo, mais a física exige do motor. A velha lógica: primeiro, o esforço; depois, a recompensa. Por um momento, o solo nivela-se e consigo olhar, agora um pouco mais de cima, o caos em que encontra-se a cidade lá em baixo. De cima tudo parece mais claro e nítido. De fora da confusão, o nevoeiro social não é mais do que vaidade à mostra. A vaidade sempre foi mesmo o maior dos defeitos. Sutil. Extremamente sutil, agarra-se aos pés dos menos atentos. Seja como consumo, seja como "amor ao próximo". À beira de mais uma ladeira, ganho companhia. Agradeço, abasteço e engato novamente a primeira.
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Um comentário:
"o nevoeiro social não é mais do que vaidade à mostra."
Vai, idade.
Desfaz esse Tempo,
Me mostra com a idade
Que o nevoeiro dessa vã beldade,
Esvai meu Ser.
=)
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