terça-feira, 29 de maio de 2012

"no final das contas, quem come a bosta de quem?"

Depois do tema voltar à moda e aos aparecimentos da mídia, mais uma vez, tento buscar cá a origem de tanta violência. Enquanto uns condenam os Direitos Humanos, alegando que a solução para este mal (que parece ser) crônico é exterminar os bandidos e literalmente limpar as ruas como quem passa a borracha num erro ortográfico, por outro me parece que a causa de tudo isso não tem solução tão simples assim. Sabe-se que a natureza humana é recheada de contradições e que quase sempre o ser humano age em benefício próprio - salvo raras exceções,  e raras pessoas - me parece muito mais que toda esta situação de calamidade que vivemos é fruto de uma omissão de cada um, e mas mais do que isso, de um sistema que foi criado - e perpetuado por mim e cada outro - que existe à base de muita ganância e valores que rastejam por entre o lodo dos esgotos. Ter um sistema baseado em dinheiro, e especialmente na distorção da finalidade do papel-moeda, junto a um sistema de crenças que colocou o consumo como meta suprema de vida, nos deu uma legião de excluídos que, sem sonhos, acabam caindo pelo caminho mais fácil de seguir - o do roubo, da violência, do desconhecimento. Para um mundo que só lhes vira as costas e os faz ter inveja de tudo, a raiva acaba sendo a resposta imediata. Não vejo solução definitiva ao aumentar o número de policiais nas ruas, o número de viaturas, delegados, juízes, prendendo todos os bandidos, aumentando a altura das cercas elétricas, fazendo muros mais grossos, instalando alarmes mais sensíveis, refazendo a Constituição. Apesar de tudo, mesmo apesar de tudo, me conforta um pouco a ideia de que um dia poderemos aproveitar TODOS a generosidade da Mãe Natureza para vivermos em um ambiente mais pacífico. Até lá, é aguentar esta vivência, cuidar do praticado e buscar ser uma pessoa mais justa. O Amor ao Próximo é a única solução definitiva e realmente segura.


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