
Numa redoma, preso,
Do vento, ileso,
Mora o peso.
Num candeeiro aceso,
Ao vento solto e medonho,
Mora o Sonho.
De Tudo envolto,
Está solto.
Vive o morto,
É, de corações, o Porto.
Seguro, inseguro,
Presente, passado e futuro,
Grão de areia e mar.
Movimenta todo aquele,
Que quer, que ousa,
Que Sonha Sonhar.
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Clarice Freire

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