quinta-feira, 6 de maio de 2010

a cura


Dois mil anos mais
Apenas por termos fechado os olhos algumas vezes
Até quando negar?
Sublimar o que é ruim, apontar o dedo assim?
Acreditar na redenção!
Se o melhor está alí, não posso estar nesse lugar
É certo demais! Puro demais!

Vidas fogem ao controle
Com as armas, os beijos... frágeis, intensos

Se deleguei o meu poder, controlar o controlar
Toda dor será prazer
E todo orgulho esconderá que me mato em você
A razão da vida é ...
E toda dor e todo prazer... e os discursos feitos pelo bem?

Onde errei!?
Quantas vezes vamos desistir?
Quantas vezes omitir?
Ignorar por orgulhar, curar sem curar.

E se em dois mil anos eu me curar...
e você já não estiver mais aqui?


A CURA
dead fish

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