
os inimigos, quando atacam, parecem unir-se no ataque / aparecem todos juntos, de surpresa, ao cair da noite / querendo me pegar no contra-pé / testes de firmeza para uma prática já cansada, quiçá, maltratada / quando a luz se vai, fica sua ausência, oportuna quando vista como uma passagem / vamos, cavaleiro, que a luta é grande e a vitória só é possível sobre si mesmo / "um leão por dia", berra a espada, sedenta por mais sangue que se transforma em suor da libertação... de si / instigado para mais luta, relutante quanto à própria força e a brecha no alto do cume do túnel que, por um simples raio de intuição, mostra a aurora já tão próxima / Ao amanhecer, tudo estará limpo e serei, novamente, eu e Eu, apenas.
"O que o suor e a lágrima puder lavar, não morrerá sujo antes do amanhecer."
Oração nos matagais // Altay Veloso
Procurando na escuridão //
João Werner, 42x60 cm

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